Diversidade e Inclusão
Orientação sexual e identidade de género
A compreensão dos conceitos de orientação sexual e identidade de gênero requer familiarização com definições que promovam uma melhor assimilação desses temas. Abordar estas questões é fundamental, dado que, em alguns casos, estão associadas a experiências de sofrimento psicológico e situações de discriminação.
Identidade de género
A identidade de género é a “experiência interna e individual sentida por cada pessoa relativamente ao género com que se identifica, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído à nascença. Pode envolver, se livremente escolhido, a modificação da aparência ou do corpo através de meios cirúrgicos, farmacológicos ou de outra natureza e outras expressões de género, incluindo o comportamento, o vestuário, a expressão verbal e corporal.” (www. cig.gov)
Orientação Sexual
A orientação sexual é a atração ou ligação afetiva que se sente por outra pessoa. Indivíduos que gostam de outros do sexo oposto (homem que se interessa por mulher ou mulher que se interessa por homem) são chamados de heterossexuais (ou heteroafetivos). Quando o interesse é por uma pessoa do mesmo sexo, a pessoa é denominada como homossexual (ou homoafetiva). No caso dos homens, são popularmente chamados de gays, enquanto as mulheres são conhecidas como lésbicas. Existem também as pessoas que sentem atração por homens e mulheres. Trata-se dos bissexuais (ou biafetivos). (www. cig.gov)
Género
O género é uma construção social que não coincide forçosamente com o sexo atribuído à nascença. Género é o comportamento que a sociedade espera dos indivíduos do sexo feminino e do sexo masculino.” Na maioria das sociedades, existem diferenças e desigualdades entre mulheres e homens no que diz respeito às responsabilidades atribuídas, às atividades empreendidas, ao acesso aos recursos e ao controlo sobre os mesmos, bem como às oportunidades no acesso à tomada de decisão. O género inclui-se num contexto sociocultural mais abrangente, no qual se integram outros fatores importantes para a sua análise como a origem racial e étnica, a idade, o nível de pobreza, etc.” (www. cig.gov)
Expressão de género
A expressão de género é o “modo como cada pessoa exprime a sua identidade de género, envolvendo aspetos diversos como o comportamento, o vestuário, a expressão verbal e expressão corporal. Ao contrário da identidade de género, a expressão de género corresponde ao que pode ser observado do exterior.” (www. cig.gov)
A expressão de género, em toda a sua diversidade, destaca a pluralidade que carateriza mulheres e homens, abrangendo aspetos como sexo, características sexuais, identidade de género e formas de expressão de género.
Perguntas que cada um de nós pode fazer:
- Às pessoas lésbicas, gays, bissexuais são todas iguais?
Não. É importante ter presente que não existem duas pessoas iguais e que só a própria pessoa, independentemente dos seus comportamentos, aparência ou preferências, sabe qual a sua orientação sexual sendo todas as orientações sexuais igualmente válidas.
- Trata-se de uma doença?
Não. A diversidade é uma caraterística inerente à natureza humana, e a orientação sexual reflete essa pluralidade. Contudo, as normas sociais estabelecem estereótipos de categorização e promovem a heterossexualidade, ignorando e invalidando outras formas de expressão.
- É necessário um diagnóstico?
A orientação sexual não é validada por diagnósticos clínicos, pois não se trata de uma doença. A família deve, acima de tudo, confiar no que a própria pessoa comunica sobre si mesma e suas necessidades. Nenhum profissional de saúde, seja no âmbito físico ou mental, pode compreender melhor a orientação sexual de uma pessoa do que ela própria. Contudo, pessoas lésbicas, gays ou bissexuais podem, por vezes, buscar o apoio de um profissional para ajudá-las a entender e a lidar de forma mais efetiva com sua vivência e circunstâncias.
- O que significa a expressão “coming out” ou “sair do armário”?
Esta expressão significa a admissão da orientação sexual para si próprio. Este momento é frequentemente descrito como libertador, bem como a sua revelação no contexto social em que a pessoa vive. Trata-se de um processo gradual, geralmente iniciado na adolescência, que pode gerar algum desconforto ou sofrimento devido ao risco de discriminação que a pessoa possa enfrentar.
- Sendo uma questão individual, a pessoa lésbica, gay ou bissexual deve viver sozinha essa questão?
Não. Viver uma orientação sexual não normativa pode ser um percurso repleto de desafios. Quanto mais isolada a pessoa se sentir, maior será a dificuldade em enfrentar essas situações. O apoio de pessoas próximas e significativas, como familiares, é fundamental.
- São muitos conceitos. Como sei “o que a pessoa é”?
O mais importante é não presumir. Devemos perguntar à pessoa como se identifica e/ou como ela deseja ser tratada. A pessoa deve ser tratada única e exclusivamente a partir do que ela respondeu.
Onde posso encontrar ajuda?
– AMPLOS – amplos.pt
É um grupo formado por mães, pais e familiares de pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans, comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária que têm como objetivo combater todas as formas de discriminação relacionadas à orientação sexual e identidade de gênero.
– Sexualidade em Linha – 800222003
O serviço «Sexualidade em Linha» é uma assistência técnica, anónima e confidencial, composta por uma equipa de psicólogas, que se encontra disponível para fornecer esclarecimentos e informações na área da Saúde Sexual e Reprodutiva. O objetivo é informar, resolver dúvidas e auxiliar na clarificação de problemas, discutindo sempre alternativas e possíveis formas de ação.
– SNS 24
A Linha SNS 24 – 808242424 dispõe de serviços informativos, de aconselhamento psicológico e de triagem, aconselhamento e encaminhamento, disponíveis 24h por dia.
– Gabinete de Apoio na sua Instituição de Ensino Superior
Para estudantes da ESEUL ou da ESHTE, existe um serviço de apoio disponível neste site, acessível no canto inferior esquerdo da página. O contacto pode ser iniciado com uma mensagem simples (ex.: “necessito de ajuda” ou “olá”). Após o primeiro contacto, será solicitado o preenchimento de alguns dados para permitir o encaminhamento adequado.
• Estudantes da ESHTE – Serviço de Apoio Psicológico
Clique aqui para efetuar os pedidos de consulta. Em caso de dúvidas, contactar psicologia@eshte.pt
• Estudantes da ESEUL – Serviço de Apoio Psicológico
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Leitura recomendada
Guia para famílias de Pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais (LGB+). Disponível em: https://www.amplos.pt/recursos/guias/guia-para-famlias-de-pessoas-lsbicas-gays-bissexuais-lgb
Guia para intervenientes na ação comunitária e na comunidade escolar sobre orientação sexual e identidade de género. Disponível em: https://www.amplos.pt/recursos/guias/para-interveniente-da-acao-comunitaria-e-comunidade-escolar
Comissão para a cidadania e a Igualdade de Género (https://www.cig.gov.pt/bases-de-dados/recursos-uteis/#Igualdade%20entre%20Mulheres%20e%20Homens)
Tamı-Maury I, Millett TJ. Recommendations and implementation considerations for
the routine collection of sexual orientation and gender identity data in research and practice.
Am J Public Health. 2024;114(8):777–781.Disponível em: https://doi.org/10.2105/AJPH.2024.307695
Saleiro, S., Ramalho, N., Menezes, M. & Gato, J. (2022). Estudo Nacional sobre as necessidades das pessoas LGBTI e sobre a discriminação em razão da orientação sexual, identidade e expressão de género e características sexuais. Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
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