Ideação Suicida
O Ensino Superior é um momento muito importante na transição da adolescência para o jovem adulto. É uma altura em que conhecemos novas realidades, criamos a nossa identidade e ganhamos uma maior autonomia (e, em simultâneo, maior responsabilidade). É, assim, um momento de importantes mudanças que podem trazer desafios e emoções mais difíceis.
Nesta gestão de situações difíceis, podem surgir emoções e pensamentos mais difíceis de gerir. Assim, é importante estar consciente e informado de que podemos precisar de ajuda em algum momento e saber onde procurá-la.
É preciso falar!
Depressão
A Depressão é um estado emocional e fisiológico que altera o humor, a energia vital, as capacidades cognitivas (como a concentração e o raciocínio) e a capacidade de realizar projetos. Alguns sinais frequentes são a perda de motivação, as alterações de humor (irritabilidade), alterações do sono, isolamento social e dificuldades académicas. Quando identificada tardiamente ou com pedido de ajuda tardio, pode originar desespero e pensamentos de morte.
O que é a Ideação Suicida?
É caracterizada por pensamentos relacionados com terminar a própria vida, sem que haja necessariamente uma passagem ao ato. Importa referir que as ideias suicidas não nascem do desejo de morrer, mas de querer acabar com um sofrimento que parece ser insuportável e interminável.
É importante identificar que existem estes pensamentos e pedir ajuda rapidamente, de forma a evitar o agravamento das ideias suicidas.
Fatores de risco e proteção:
Embora todas as situações sejam pessoais e com grande individualidade associada, sabe-se que há fatores que podem aumentar o risco de poder ter ideias suicidas, entre os quais estão:
- Depressão não tratada ou falta de acompanhamento;
- Consumo abusivo de substâncias (álcool, drogas);
- Isolamento social;
- Acontecimentos de vida negativos;
- Sentimentos de desesperança;
- Elevado nível de exigência académica ou não atingir os resultados esperados pela pessoa.
No entanto, existem também fatores que são determinantes na proteção das pessoas, como:
- Rede de apoio social forte – familiares, amigos, restantes comunidades;
- Acesso a serviços de saúde;
- Literacia em saúde;
- Apoio académico;
- Identificação precoce do problema.
Alguns mitos sobre o suicídio:
- Mito. As pessoas que se suicidam ou tentam suicidar-se querem é “chamar a atenção”;
- Facto. Uma tentativa de suicídio ou um suicídio são sinais de que as pessoas estão num grande sofrimento. Devem sempre ser levados a sério e nunca ignorados
- Mito. Quem fala sobre ideias suicidas, não comete suicídio;
- Facto. Falar é um sinal de alarme importante e deve ser sempre levado a sério.
- Mito. Falar sobre o suicídio incentiva ao mesmo.
- Facto. Identificar e procurar ajuda rapidamente, aliado a uma comunicação aberta e sem julgamentos, é a melhor forma de evitar o mesmo.
Sinais de Alerta:
Existem alguns sinais de alerta que devemos estar atentos e que podem indiciar ideias suicidas, tais como:
- Temas de conversa sobre a morte, sobre desaparecer ou sobre sentimento de inutilidade e vazio;
- Mudanças repentinas no comportamento;
- Despedidas súbitas;
- Perda de interesse em atividades anteriormente prazerosas;
- Consumo exagerado de álcool ou drogas;
- Mensagens preocupantes.
Perante a manifestação destes sinais de alarme por um/a colega, não se deve esperar nem adiar. Recomenda-se que se procure falar com a pessoa, escutá-la sem julgamentos e incentivá-la a procurar ajuda profissional.
O que fazer perante pensamentos suicidas:
- Procurar alguém de confiança (amigo/a, familiar, colega ou profissional);
- Evitar ficar sozinho/a — mesmo que não seja possível falar sobre a situação, permanecer na companhia de alguém;
- Contactar apoio profissional, seja na universidade, seja através de outros recursos (como os indicados no final desta página);
- Evitar o consumo excessivo de substâncias perigosas, como álcool e drogas.
Como ajudar alguém que precisa de apoio:
- Ir ao encontro da pessoa e permanecer próximo/a;
- Escutar sem julgar nem minimizar o que a pessoa sente;
- Evitar frases feitas, como “isso vai passar” ou “todos sentem isso”;
- Incentivar a procura de ajuda profissional;
- Perante risco elevado, não deixar a pessoa sozinha e contactar o número de emergência.
Manter-se presente e disponível para escutar pode fazer toda a diferença.
Onde procurar ajuda:
- 112 – Emergência (se o risco for muito grande);
- SNS 24 – Linha de Apoio Psicológico: 808 24 24 24 (24h/dia);
- SOS Voz Amiga: 213 544 545 / 963 524 660 (15:30h-00:30h);
- Conversa Amiga: 808 237 327 / 210 027 159 (15h-22h);
- Vozes Amigas de Esperança de Portugal: 223 030 707 (16h-22h);
- Telefone da Amizade: 222 080 707 (16h-23h);
- Voz de Apoio: 225 506 070 / sos@vozdeapoiopt (21h-00h);
- Recursos de Apoio no Ensino Superior
Alguns vídeos recomendados:
Leitura recomendada:
- Ordem dos Enfermeiros (2012). Guia Orientador de Boas Práticas para a Prevenção de Sintomatologia Depressiva e Comportamentos da Esfera Suicidária. Cadernos OE, Série 1, Número 4
- Ordem dos Psicólogos Portugueses (2022). Prevenir o Suicídio – O Papel dos Psicólogos e Psicólogas. Lisboa.
- Barbosa, P.; Silva, S.; Gaspar, J.; Pires, A (2021). Prevenção do Suicídio: Manual para a Comunidade. ISBN: 978-989-33-2881-1. Disponível em: https://prevenirsuicidio.pt/manual-para-a-comunidade/
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